Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ivan Lins - Somos todos iguais essa Noite

Artista: Ivan Lins

Álbum: Somos todos Iguais essa Noite

Gravadora: EMI/Odeon

Ano: 1977


Contra-capa do LP original.

Destaques: Dinorah, Dinorah


Lados B que merecem menção: Mãos de Afeto, Qualquer dia


Comentários: Ivan Lins tem uma característica especial que é uma ótima caracterização do universo da boemia, drogas e sexo em suas músicas. Uma dos melhores exemplos é a música Dinorah, Dinorah sobre o universo das vedetes, garotas que hoje seriam enquadradas como book rosa. As famosas vedetes que prestavam serviços sexuais é o tema fantástico dessa canção. Essa canção teria uma versão grooveada fantástica de Elis Regina. Disco marcado pela mudança de gravadora e pelas parcerias com Vitor Martins que se consolidariam a partir desse álbum que também abre a fase EMI e que em sequência resultariam talvez nas canções mais populares de Ivan Lins. Os arranjos ficam a cargo de Gilzon Perazzeta. O método de composição segundo relatos era que Ivan Lins apresentava suas composições instrumentais para o maestro que começava a trabalhar os arranjos que eram seguidos pelas letras de Vitor Martins. O período da EMI é um período de liberdade artística, mas com grande produção de suporte, com a presença de orquestras de cordas, entre outros suportes. O disco traz canções importantes da obra de Ivan Lins que futuramente seriam interpretadas pelas grandes cantoras do país como Elis Regina (Dinorah, Dinorah), Nana Caymmi (Mãos de afeto). Vale destacar também que o disco marca a resposta de Ivan Lins à uma cobrança de maior engajamento na luta contra a ditadura que resultaria num conjunto de composições de conteúdo político mais expressivo. Esse disco pode ser considerado como a abertura da fase mais popular do compositor que viria com os discos seguinte A Noite (1979) e Nos dias de Hoje (1978).

Esse disco vendeu muitas cópias o que faz praticamente uma praga de sebo e pode ser encontrado em boas condições e por um ótimo preço. Vale destacar a qualidade da arte gráfica, o que mostra que o artista se encontrava entre os destaques discográficos da época. Minha cópia está bem nova e paguei R$10,00. A capa é linda e só ela já vale o disco com o belo trabalho do ilustrador Mello Menezes Meus favoritos do Ivan Lins são o Chama Acesa e o Modo Livre, mas esse já pela pelo clássico Dinorah e pela bela arte da capa.

Fontes:

https://www.facebook.com/mellomenezes/
http://www.mellomenezes.com.br/artesgraficas/
http://www.mondopop.net/2011/03/somos-todos-iguais-nesta-noite-ivan-lins-emi-1977/
http://malocadoda.blogspot.com.br/2012/03/os-varios-sentidos-de-uma-cancao-de.html


Poster que acompanha o LP

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Maíra Freitas - Piano e batucada

Artista: Maíra Freitas

Álbum: Piano e batucada

Ano:2015

Gravadora: Biscoito Fino

Músicos:

·         Maíra Freitas: Voz, piano, fender rhodes
·         Cassius Theperson: bateria
·         Bernardo Aguiar: percussão
·         Sacha Amback: Sintetizador
·         Participações especiais: Mar’tnália, Felipe Cordeiro, Ilê Aiyê, Filipe Catto, João Sabiá.

Foto da contracapa do CD
Síntese crítica: Qualidades musicais como virtuosismo instrumental, capacidade de composição, arranjar, ter uma linda voz e saber cantar são em geral mal distribuídos, temos cantores espetaculares que não compõem e por aí vai. Quando essas qualidades juntas se encontram numa única pessoa é que aparecem os gênios, alienígenas, os Pelés e por aí vai. Maíra Freitas vem confirma no seu segundo disco que tem condições de aspirar lugar nesse disco voador, no grupo dos monstros. Vale lembrar na memória quantos artistas parecidos na história da música popular, mulher negra, pianista, compositora e arranjadora? Alguém se lembra de alguém? Só consigo lembrar de Tânia Maria, que sairia do Brasil após episódio trágico. O ponto de vista feminino se destaca na temática das letras e se oxigena o universo predominantemente masculino da MPB. Já tinha gostado muito do seu primeiro disco então assim que vi o segundo nas lojas não hesitei em levar para avaliar. O álbum confirma o que se espera de um artista com tamanho número de atributos e mostra amadurecimento de sua personalidade musical. O nome do disco resume bem o trabalho, piano e batucada. Pela descrição de Maíra o piano tem seu lado percussivo, popular, das ruas e um lado erudito, virtuoso e lírico combinação que está presente no seu estilo mesclando piano clássico com os ritmos populares tradicionais do país. O disco conta com participações especiais de artistas de destaque da atualidade, como sua irmã Mar’tnália, Fillipe cato e Felipe Cordeiro. A maioria das composições são assinadas por Maíra.

Foto do encarte do CD